A tecnologia impacta muito em nossas vidas e já falamos bastante sobre isso por aqui no blog. Acontece que agora em setembro, comemoramos uma data especial: o Dia do Programador. O que seriam de tantos projetos de TI sem os programadores e desenvolvedores? Nada, claro. Por isso, queremos falar um pouco mais sobre isso. 

 

12 ou 13 de setembro?

 

Se você fizer algumas buscas, vai perceber que o Dia do Programador às vezes é comemorado no dia 13 de setembro e, outras vezes, no dia 12 do mesmo mês. Isso acontece porque depende de quando cai o 256º do ano e, em anos bissextos, como este de 2020, é no dia 12 mesmo. 

 

256 é o número de valores que podem ser representados em um byte de 8 bits, então, por que não comemorar nesta data, não é mesmo?

 

O mercado de TI

 

De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o Brasil conta com cerca de dois milhões de trabalhadores graduados nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Até 2024, a Brasscom estima que vamos precisar de por volta de 70.000 profissionais de TI por ano. 

 

A grande questão é que em 2017, por exemplo, formamos apenas 46.000 profissionais e, destes, apenas 26.000 entraram no mercado de trabalho. Ou seja, temos um déficit bem expressivo aí e esse pode ser um mercado bastante promissor. 

 

Ainda um mundo essencialmente masculino

 

Jade Lessa - Analista de software do time do EUGENIO

O mercado de TI conta, ainda, com mais profissionais que se identificam como do gênero masculino. Em 2018, ainda segundo a Brasscom, apenas 33% dos mais de 845.000 profissionais da área se identificavam como do gênero feminino. 

 

Pouco, né? Mas isso ainda vai mudar e muito! Por isso, batemos um papo com a Jade Lessa, analista de software do time do EUGENIO, para saber mais sobre como anda esse mercado e falar sobre as inúmeras possibilidades que ele oferece. 

 

 

Desmontando coisas só para entender como elas funcionam

 

EUGENIO: Qual a sua formação e porque você decidiu entrar nesse mundo de TI?

 

Jade: Me formei em Engenharia Eletrônica e Elétrica pela Universidade Federal do Paraná. Meu pai é engenheiro eletrônico, mais voltado para o trabalho com máquinas, e sempre estimulou muito a minha curiosidade pelo funcionamento das coisas. Quando eu acompanhava meus pais ao banco, por exemplo, ficava só observando como funcionava o sistema. Com o cartão, senha, algumas vezes, biometria. E aquilo me interessava muito. Em casa, sempre desmontei tudo para entender como as coisa funcionam e, depois, montá-las de novo. Então ir por esse caminho de TI pareceu algo natural. 

 

EUGENIO: E como você começou a trabalhar com TI?

 

Jade: Durante a faculdade, desenvolvi um projeto de radar para ciclovias, tanto o hardware quanto o software. O radar media a velocidade das bicicletas com efeito doppler com ultrassom, que é uma tecnologia mais barata para esse tipo de projeto. Criei uma esteira que media a velocidade quando as bicicletas passavam. E aí acabei conhecendo um investidor, quando estava para me formar, que queria alguém para ajudá-lo a montar um projeto de sensores para estacionamentos. Comecei nesse mundo de desenvolvimento aí. Desenhamos um projeto de sensores que indica quais são as vagas livres mais próximas, como aqueles dos shoppings.

 

EUGENIO: E aqui no EUGENIO, qual é seu papel?

 

Jade: Eu cheguei no time e o EUGENIO já existia. Foi uma mudança total porque, até então, eu estudava apenas soluções relacionadas à estacionamentos, como sensores de veículos, de presença. Na equipe do EUGENIO, as aplicações são as mais diversas, lidamos com projetos que vão desde a segurança de um pet até a segurança de pessoas e da cidade. É bem legal isso. 

 

EUGENIO: O que você acha desse mundo de Internet das Coisas?

 

Jade: São muitas as possibilidades quanto o assunto é IoT por isso gosto muito. Hoje, trabalho mais na parte de hardware e software embarcado, mas já estou estudando em como atuar com cloud e fog. Quero poder ajudar no processo de ponta a ponta, que é o que o EUGENIO permite. Trabalhamos desde a captação das informações, com os sensores, até a entrega dos dados na plataforma para os nossos clientes. 

 

EUGENIO: E trabalhar com TI e Internet das Coisas? Foi difícil no começo?

 

Jade: O começo foi bem difícil mesmo. Esse é um mercado formado por muitos homens. No começo do curso, ninguém acreditava que eu ia gostar mesmo de TI ou, até mesmo, que teria capacidade para fazer a faculdade. Eu fui a única mulher formada na minha turma, outras que entraram comigo, acabaram desistindo no meio do caminho. Tive que me provar bastante, mas já não sinto tanto esse peso hoje em dia. Acredito que já tenho muito mais espaço e consigo provar que faço a diferença. 

 

EUGENIO: Você tem algum conselho para quem quer começar uma carreira nesse mercado? Recomenda algum livro?

 

Jade: Estude, muito! A faculdade dá a base que precisamos, mas temos que estudar muito mais. Tem que ter disciplina para estudar sozinha, ir atrás das informações mais recentes. Tem bastante informação legal à disposição para quem quer começar nesse mercado, um livro que recomendo muito (mas se prepare porque ele é bem técnico) é o C: Completo e Total. Além disso, tem alguns filmes que despertam muito a vontade de trabalhar com TI, um deles, é o Jogo da Imitação, recomendo. 

5 Comentários

  1. Entrevista bem esclarecedora e com bastante incentivo para quem deseja entrar nessa área. Parabéns Jade e aos profissionais da área pelo seu dia.

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